Há coisas que não são esquecíveis. São paixões, que você pode chamar de hábitos, se quiser. São eles que me fazem, por exemplo, esfregar o polegar e o indicador da mão direita enquanto como alguma coisa de que gosto muito. São hábitos, e são meus porque é de mim. E assim é ela com você: uma paixão ou um hábito, porque é tua. E se não for? Fingir paixão é teu amor em estado bruto.
Ali do lado, sozinha, ela se distrai contando as sombras na parede: uma duas três quatrocentas e vinte e oito. Encosta a mão espalmada na janela que primavera, para que o sol chova amarelos em seus dedos, emulando aquele anel que nunca veio. Uma ideia de sorriso que se debate no reflexo do vidro, como aquela borboleta que ela foi um dia. Butterflying.
domingo, 4 de outubro de 2009
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Seus textos são sempre lindos.
ResponderExcluirMais ainda porque nos deixam espaço para completá-los. Belos no que você diz e também no que não diz, mas está lá.
beijo
Lindo texto!
ResponderExcluirAle, sempre leio seu blog, acompanho o virgula e o tdud?, e preciso de uma ajuda com animais que foram abandonados na frente da minha casa!
www.pimentanatela.blogspot.com
Leia e se puder, divulgue! Obrigada!
leveza. Que bom te ler:)
ResponderExcluirSublime. Como sempre é, né?
ResponderExcluirtenho uma admiração enorme por você desde o texto stop the clocks.significou demais pra mim ler aquilo tudo.
ResponderExcluire sempre estou aqui e no twitter tbm.amo o jeito como vc escreve.não aguentava mais odes wanna be a lispector.queria algo leve e livre e pra ler.achei :D
gosto daqui. :)
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