quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Petra

Teus olhos na penumbra, quando eu sorrio aqui entredentes e quero tanto. Eles penam em querer ver o que já me é tão claro quanto doloroso, dormente de tão identificável. Risível até.

Não me agrado iluminada assim, mas fixa sou e fixa serei. Mutável fosse, fixa seria vez ou outra, mas pedra não transmuta. Petra, aqui, alagada e imutável. Amalgamada.

Olhando pelas persianas dessa história, tentando não ouvir os ecos do passado ali na frente, por meio talvez de um lampejo aí nos teus olhos esquecidos. Tentando esquecer teus olhos ali, na penumbra.

Bella più che mai, canta em meu desejo. Incontrarti è come se spuntasse fuori il sole dietro a te. Não tem coisa mais bonita que isso, ouve, acorda, alaga também? Clareia?

Você foi.

Eu, Petra.


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